"Eu agradeço a todos que me disseram NÃO. É por causa deles que fiz tudo eu mesmo."
Frase supostamente atribuída a Einstein


terça-feira, 22 de junho de 2010

MAIS RARIDADE...

Dirceu e Marília, obra teatral de Afonso Arinos de Melo Franco.

Retratando a história de Tomás Antônio Gonzaga, (Dirceu) e

Maria Joaquina Dorotéia de Seixas (Marília). Ele um dos inconfidentes,

Ela uma moça da aristocracia ouro-pretana. Um quarentão apaixonado

por uma adolescente, personagens de um romance que nunca se

consumou efetivamente.

Tomás Gonzaga fora denunciado à coroa portuguesa por conspiração

contra a coroa, é preso e exilado em Moçambique de onde dedica

seus dias no cárcere à produção do vasto poema Marília de Dirceu,

dedicado á sua amada a quem jamais voltaria a reencontrar.





Dirceu e Marília (Drama lírico em três atos), Afonso Arinos de M. Franco, Martins 1942. Nº.4 de 40 exemplares. Ilustração de Luiz Jardim e E. Bianco. Edição artesanal em vergê. Encadernação em pleno marroquim oliva, com detalhes em vacunos impressos e craquelado.

2 comentários:

rui disse...

Marco

Excelente trabalho de encadernação, mas o que me chamou mais a atenção foi o grande qualidade dos detalhes, em vacunos impressos e craquelado, pela sua delicadeza de pormenor e estética.
Creio que este requinte só é possível em quem tem “alma de poeta”!
Parabéns.
Abraço

Enkantinho disse...

Fico a imaginar o duo do belo:
a prosa de lira quase cantante revestida por sua arte, que iguala-se à beleza de um casulo tão artísticamente revestida pela mãe natureza...

Não é em vão a história registrar esse livro como o livro de cabeceira do ilustre "João de Deus".

É adorável ver "meus leitores" embevecidos por uma obra do século XVIII e, mais ainda, vislumbrar a beleza clássica do "marroquim oliva" sincronizando-se com a beleza ímpar dessa história de amor em versos tão comoventes!

Parabéns!